“Todos os seres são racionais: um tigre, cachorro ou formiga. Só o ser humano não é!” – Nizan Guanaes
É difícil se conformar com a cena comum de ver um motoboy que ganha 500 reais por mês ter um celular bem mais caro do que uma pessoa que ganha 5 mil reais por mês. Sem qualquer julgamento de certo ou errrado, o estranho é pensar qual o sentido disso. Racionamente, nenhum motivo! Porém, o que move as pessoas são suas necessidades emocionais…
Com certeza o motoboy não precisa de um celular com câmera de 3.25 megapixels ou com bluetooth X25 plus. Mas ele precisa se diferenciar socialmente, algo que lhe dê auto-estima por uma conquista, algo com que se sinta importante!… e às vezes (ou sempre) o jeito mais fácil para isso é através do consumo. Parece estranho isso, mas todos agimos assim pelo emocional, mesmo não sendo motoboy. Não entender como isso nos afeta, leva a algumas confusões para tomar decisões, como:
Nas decisões tomadas pela sociedade…
- O Lula foi eleito pelo emocional de ser uma pessoa vinda da classe baixa. Sendo que racionalmente não impacta em absolutamente nada a performance de um gestor público ter nascido numa favela, em uma casa ou numa mansão, mas sim sua ética e competência.
Quando lidamos com a tecnologia e esquecemos das pessoas…
- Nas empresas pensa-se muito em tecnologias de colaboração (e gestão do conhecimento) com centenas de recursos empilhados na tela, mas pouco em gerar tesão / vínculo emocional com quem vai usar.
E nas empresas…
- Na gestão das empresas sempre é discutido assuntos como modelo de negócios, competências essenciais, core businesse, planejamento estratégico. Porém, o que realmente impacta os negócios é como os gestores lidam com seu medo e capacidade de correr riscos. Ou a coragem para colocar o seu na reta!
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CONTINUAÇÃO DO POST: Quem Apóia as Mídias Sociais ? - Parte 1
Exemplo 2: Sistema do Twitter Instável
O mesmo aconteceu com o Twitter, um serviço revolucionário que de tão inovador logo o mundo inteiro estava usando! Todo mundo adorou a novidade e o melhor é de graça, ninguém paga um centavo para entrar no serviço. Porém, devido ao sucesso começou a surgir problemas de disponibilidade de acesso, o que é comum nesses serviços abertos que é impossível saber o crescimento que vai ter (até o Google sofreu com isso no Orkut). Porém, mesmo depois de tudo que a comunidade Web deve ao Twitter pela sua inovação e serviço prestado após esses problemas de estabilidade em vez de apoio e buscar soluções para eles através da colaboração! Houve o contrário, e então a tirania do poder das multidões não perdoou e em algumas semanas todos já xingavam o Twitter como o pior site do mundo, e estão tratando de se mudar para outros serviços concorrentes que apenas copiaram o Twitter (com direito até a campanha online para isso).
Questionamento e Provocação
A minhas provocações aqui são:
Quantas vezes nós que temos blog, perfil no Orkut ou usamos o Wikipedia, escrevemos algo para elogiar ou fazer sugestões colaborativas à alguém ou alguma empresa? O Cardoso recentemente disse sobre isso no seu blog, assumindo o nosso erro, como usuários de midia social, em sermos bom em criticar mas ruins em colaborar e elogiar!
“Eu reclamei do Google ontem, mas não falei que o AdSense vem pagando direitinho desde o rolo com os cheques e a Receita Federal, quase dois anos atrás. Eu fui no Tiramissu fui bem atentido, comi uma excelente provoleta, não falei nada.” - Cardoso
Eu tento fazer isso no meu blog, mas ainda acho que eu poderia fazer muito mais. Em Maio coloquei sugestões para a Revista Época Negócios e em Abril colaborei para um post da Ceila sobre Midias Sociais e Empresas. Mas ainda é muito pouco, apenas um post por mês de colaboração efetiva!
E surgem minhas dúvidas e provocações em cima disso:
1) É possível atuarmos numa Mídia Social e sermos “2.0″ somente com tecnologia e sem apoias as empresas que estão descobrindo como entrar nas Mídias Sociais e contribuir, elogiar? Ou também é necessário colaborar na web citando as empresas que nos atendem bem e que nos surpreendem positivamente?
Se sim como poderíamos nos organizar para melhorarmos esse cenário?
2) É possível atuarmos numa Mídia Social e sermos “2.0″ simplesmente “escrevendo voltado para nossas idéias de forma isolada” em broadcast e a única interação ser por comentários (o que os jornais já fazem há mais de 50 anos!) ou só é possível como ouvimos mais os outros e escrevemos “posts feitos em cima de outros posts” criando uma teia-de-conhecimento, um diálogo colaborativo?
Se sim como poderíamos nos organizar para isso?
Convido todas pessoas da Web para contribuir para o assunto e principalmente os participantes mais ativos e que acompanho como: Shirakashi, Daniel Heise, Lúcia Freitas, Merigo, Edney, Boombust, Manoel Neto e Eduardo Vasquez.
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Não tem jeito, todos se empolgam ao ver a revolução que tem acontecido na Internet com a Colaboração e a força que tem tido as Mídias Sociais. Exemplos é que não faltam no Wikipedia, Facebook, Blogs, Digg e etc.
E com toda essa empolgação surge uma legião de entusiastas, que somos nós! Usuários do Wikipedia, blogueiros, pessoas que não passam um dia entrar na Internet e todos que defendem com “unhas e dentes” as tecnologias para colaborar através de redes sociais na Web e apostam que um novo mundo está surgindo, um mundo de “duas vias” diferente da visão broadcast de até então.
Porém, essas tecnologias são adotadas muito lentamente pelas empresas… e os maiores culpados somos nós mesmos, entusiastas dessa tecnologia. Porque apesar de serem tecnologias colaborativas, onde podemos melhorar as coisas que estão por aí. Infelizmente, usamos esse poder para “apedrejamento público” de novas iniciativas em mídias sociais e empresas que querem se inserir nesse meio para se comunicar de forma diferente!
Casas Bahia e Cia Athletica Tentando Entrar na Web
A Casas Bahia entra na Web de cabeça e em vez de comemorarmos como um grande avanço das Mídias Sociais. O que fazemos? Reclamamos infinitamente da ação porque na primeira vez que eles fizeram algo do tipo não foi perfeito e deram alguns escorregões (como haveria de ser)!
Que a Casas Bahia fez algo muito ruim assinando todo mundo no Twitter, no estilo SPAM. Fez sim! Aliás foi péssimo, mas temos que apoiar e colaborar dando sugestões em vez de praticar um linchamento público. Temos que motivá-los a fazer de novo e de uma maneira melhor! Esse que é o espírito da colaboração, foi nesse principio que a Wikipedia se tornou a maior enciclopédia do mundo.
Como no caso da Casas Bahia também aconteceu com a DM9 e a Cia. Athletica quando colocaram no Youtube uma campanha que “ridicularizavam gordinhos”! Ok, concordo que foi de mal gosto, porém temos que pensar que ambos (agência e anunciante) estão querendo fazer algo mais legal do que interromper a gente na hora que estamos vendo um filme na TV ou fazer pular anúncios na nossa tela do computador quando visitamos um site.
…CONTINUA
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Texto baseado no post do Shirakashi: Iphone a US$199 é um erro ?
“Um produto apple é diferenciação, estilo, status… Um Iphone a US$199 não está indo diretamente contra isso ? É massificação, padronização. Daqui a algum tempo, classe C e D estarão com Iphones na mão. As pretensões de torna-lo um produto extremamente popular fazem sentido ?” - Shirakashi
O que eu vejo é que o Iphone a 199 dólares não é um erro, mas uma nova estratégia!
Assim, se comparada com a estratégia antiga de “produto premium” que oferece “status” realmente seria um erro, mas a idéia do Jobs é mudar o conceito e posicionamento da Apple de uma empresa “de nicho” para uma empresa “de massa”, para que até os mendigos e os países do terceiro mundo passem a usar o Iphone.
Eu acho uma boa aposta e gosto dessa decisão tomada pela Apple, porque toda a estratégia está coerente. Não há contradições entre preço, distribuição, desenvolvimento de software (que é aberto) e etc.
A vantagem desse novo caminho é que ele é menos custoso e desgastante do que ser uma empresa de “produtos premium” porque se realmente Jobs conseguir tornar o Iphone em um Iphone-Windows (padrão em tecnologia móvel) ele pode ficar cochilando sem inventar nada por 20 anos como Bill Gates fez. Mas os produtos fashion que ele costuma criar duram pouco: o Mac, Ipod e Iphone duram alguns anos e daí tem que fazer uma nova revolução de novo. Fazer uma revolução deve cansar até para o Steve Jobs!
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Acho interessante como as Vendas sempre são tratadas como coisa do “Capitalismo Selvagem”, de lucro estar vinculado a ganância. Quando na verdade lucro e vendas dependem da forma como são usadas,
Me parece que “lucro e vendas” como objetivo final e algo que deve ser conquistado de qualquer jeito, mesmo forçando a barra.. Ferra tudo!
Agora quando usados como “termômetro” para ver o quanto estamos sendo úteis para as pessoas, é extremamente enriquecedor.
“Não quero inventar nada que não seja vendável. A venda é a prova da utilidade, e utilidade é igual a sucesso.” - Thomas Edison (1847 – 1931)
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Tenho estudado muito ultimamente sobre o uso de blogs pelas empresas. Sempre fico impressionado como perdemos enormes oportunidades de usar ferramentas de Web 2.0… como Wikis, blogs, comunicadores no estilo do Twitter, redes sociais como o Ning que poderiam dar um salto quântico no dia-dia do trabalho.
Quando vejo essa história dos blogs entrando no mundo corporativo, me lembro de um livro que li há mais de 5 anos sobre os maiores executivos (CEOs) das maiores empresas do mundo e o segredo de seu sucesso. Todos foram unânimes em afirmar que a comunicação era o principal elemento de uma organização bem-sucedida. Na época falava-se em TV corporativa. Mas imagino que hoje não teria como não pensar em blogs e ferramentas de midia social. Nada dá mais engajamento que um Orkut, Youtube ou os blogs.. muito mais baratos que uma tv corporativa e com certeza dão muito mais resultados!
Imaginem uma fusão entre duas empresas e todos funcionários dessas companhias trocando informação com a direção sobre como será daqui pra frente… ou então, um blog sobre os produtos da empresa e o pessoal do Marketing e da área Técnica mostrando seus lados complementares, enquanto o RH, Administrativo e etc ficam sabendo mais sobre o que a empresa faz.
O blog corporativo no início, era uma grande ferramenta de publicação na Internet… uma ferramenta de Relações Públicas unidirecional (o que não é nem um pouco empolgante), a grande diferença é que com o amadurecimento dessa prática tem se tornado um meio de colaboração de duas vias. O que é altamente revolucionário como aparece nos cases abaixo.
HSBC: Comunicação Interna sem Limites
O HSBC criou um blog do presidente, que é acessível apenas para os funcionários do banco. Em pouco tempo houve excelentes resultados com 40 mil acessos ao blog e mais de 1,2 mil comentários. Além disso, Emilson Alonso, presidente do HSBC relatou em matéria do caderno Link do Estadão o seguinte comentário: “Obviamente vou aprendendo sobre a organização, os processos, o modo como as coisas funcionam, a percepção das pessoas. E isso acaba alimentando as políticas que a gente faz…” e “…as pessoas queriam conversar comigo e parecia que eu era arrogante.”
Banco Real: Web 2.0 com Tudo
Outro banco que lançou um blog no ar foi o Banco Real, o qual inclusive criou uma ferramenta de colaboração além do blog, em que os usuários da Internet podem colaborar e escrever a história do Banco Real e seus produtos.
Tecnisa: O maior Case de Blog Corporativo no Brasil
O Blog da Tecnisa é um dos grandes pioneiros em Blog Corporativo no Brasil. Existe há 2 anos e é levado a sério sempre trazendo melhorias. Chama a atenção que nele os comentários não são moderados (pré-aprovados).
Graffias: A Inovação nas Pequenas e Médias Empresas
Já para pequenas e médias empresas os blosgs também são uma grande oportunidade. Pois, se por um lado não há milhares de colaboradores para se comunicarem, o Blog pode se tornar uma ferramenta de marketing incrível para se comunicar diretamente com o público-alvo da empresa, além de manter o relacionamento com seus clientes! É a “Newsletter da empresa do século XXI”. Um ótimo exemplo disso é o blog da Graffias, um escritório que faz projetos de arquitetura para comércio e exposição.
Visto que seus clientes são comerciantes em sua maioria é sempre postado nesse blog dicas como Dicas de como Tratar o Cliente, Como montar uma loja de presentes para o Dia dos Namorados, além do portfólio de projetos já feitos… todos de encher os olhos em slideshow.
OBS: Para conhecer mais cases de blogs entre no Wiki do livro Blog Corporativo
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Oportunidade única para quem mora aqui em São Paulo! Se trata do lançamento do livro “Como Resolver Problemas Complexos”.
Esse livro conta a experiência de Adam Kahane, que participou através do processo de diálogo da transição para a Democracia na África do Sul. Se não bastasse essa incrível experiência ele já trabalhou em processos semelhantes em outros países e em dezenas de empresas do porte da Shell. Como ele é designer e facilitador de processos através dos quais líderes de empresas, governos e da sociedade civil podem resolver os seus problemas mais difíceis e complexos, todos temos muito a aprender com suas vivências.
Acredito que a grande contribuição dessa obra, é nos mostrar com clareza e sabedoria como envolver os stakeholders (interessados no processo) em diálogos que os encorajam a criar conjuntamente novas idéias e soluções sistêmicas para resolver problemas complexos.
O evento será em São Paulo (capital) no dia 4 de Junho (nessa quarta-feira) na Livraria Cultura do Conjunto Nacional (na Paulista).
Esse livro foi traduzido para o português pela SOL - Brasil (Society for Organizational Learning).
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Por que Matrix é uma Porcaria
Matrix é um filme que se tornou um clássico do cinema… e até mais que isso, se tornou um ícone da cultura Pop. Tanto sucesso fez com que o filme ganhasse uma aura cult e de inquestionável qualidade. Enquanto, suas continuações Matrix 2 e 3 foram escrachados como filmes com apenas tiroteios e efeitos especiais.
Porém, eu escrevi esse artigo para contestar esse senso comum e provar que Matrix, na verdade, é uma porcaria!
O Incentivo ao Vitimismo e Egocentrismo
O autor Ken Wilber diz que a maior doença da humanidade atualmente é o vitimismo, onde as pessoas são centradas em si mesmo de forma egoísta e todos problemas que surgem são causados por terceiros, pela sociedade e etc. Ele cita um exemplo no livro Boomerite que eu achei muito interessante e engraçado em que uma familia processou um estacionamento dos EUA porque seu filho roubou um carro de lá, e na fuga do roubo acabou tendo um acidente! O motivo do processo? é porque eles acusam o estacionamento de não ter dificultado mais o roubo com muros mais altos o que impediria o acidente! Assim o acidente foi culpa da empresa que teve que pagar uma indenização à família, o jovem assaltante é uma mera vítima.
Essa tendência do ser humano de se sentir vitima, é a fraqueza do homem e algo que nunca deveria ser incentivado. Porém, todos adoram esse lance, todos adoram praticar um crime e ser culpa do muro que é baixo demais e facilitou o roubo, todos adoram estar desempregado e colocar a culpa nos políticos que nós mesmos que votamos e principalmente adoram Teorias da Conspiração, onde somos vitimas de um sistema contra nós e não temos responsabilidade nenhuma (a parte confortável que a maioria de nós adoramos) sobre os problemas que acontecem com a gente.
Esse ponto fraco do ser humano, essa forma de pensar primitiva que o filme Matrix realça. Quando eu vejo as pessoas se identificando com o filme, sempre me parece que pensam assim: “olha eu sou igual ao Neo, super-esperto e o resto do mundo é alienado… porque os poderosos fazem as pessoas serem alienadas. Mas eu não caio nessa, não assisto Faustão nem ouço axé… eu sou é muito inteligente e intelectual”. E quando pensam nos problemas do mundo: “o mundo é igual ao matrix os poderosos (robos / computadores) se aproveitam de nós, eu não tenho culpa nenhuma! é tudo culpa dos poderosos”.
Assim o filme se torna muito fraco, por tratar de algo que é senso-comum… nenhum novo paradigma ou pensamento. Visão tão velha e medieval quanto o proletariado revoltado com as elites ou a indignação com a “política do pão e circo”.
A Filosofia de Boteco
Apesar de todos dizerem que Matrix se trata de um filme “filosófico” e “reflexivo”, já mostrei acima que de reflexivo tem nada. Quanto ao filosófico também é muito questionável A parte pré-histórica e básica da filosofia, o filme ainda está no mito da Caverna!
Além disso, o filme peca em colocar razões e sentidos em todos elementos do filme, como mostra os nomes dos personagens que remetem a conceitos da Santíssima Trindade, os números nas portas, os livros nas estantes dos cenários e etc. O que dá uma falsa noção de profundidade. Na verdade, um filme filosófico é bem mais um que fomente a sabedoria, do que cuspir elementos básicos de Platão. Um exemplo de filme oposto ao Matrix é o Viver do Kurosawa.
O conteúdo de Novela das Oito da Globo
Outro ponto que demonstra a fraqueza do Matrix é que sua história é bem clichê. O mocinho bonzinho que consegue se superar e derotar os malzinhos e bandidos da história (Agente Smith). Esse maníqueismo simplório já é lugar comum e não acrescenta nada. O que é irônico é que esse estilo de narrativa é o mesmo das novelas da Globo, o mesmo que os fãs de Matrix se dizem estar tão distantes.
A ideologia de Música de Pagode
Se Matrix é uma lástima como filme e filosofia, como referência na vida pessoal também não é diferente. Ao ver o relacionamento entre Neo e Trinity, em que eles estão apaixonados e terminam no final junto só falando a mensagem “e foram felizes para sempre” está muito mais próximo de uma letra de música de pagode do que um real questionamento e aprendizado de relacionamento amoroso. Mais uma vez prevalece o clichê Hollywoodiano em que o amor é quando dois apaixonados ficam juntos é um fim em si, ao contrário da vida pessoal que é apenas o começo e os verdadeiros desafios vêem ao longo do tempo.
A Salvação: Matrix 2 e 3
A minha crítica, no entanto, vai apenas para o primeiro Matrix o que nos dois filmes seguidos Matrix Reloaded e Matrix Revolutions é totalmente diferente. Os irmãos wachowski, diretores do filme, sabiamente colocaram no primeiro filme o lugar comum e clichê e nas continuações fez a virada mostrando uma evolução em salto quântico do personagem NEO do homem comum num história medíocre combatendo o sistema para um ser em questionamento entendendo suas escolhas e decisões, num processo de amadurecimento sem ser o dono da verdade.
O Incentivo ao Vitimismo e Egocentrismo
Em vez da arrogância de ser dono da verdade frente a um mundo de alienados, discordando do “status quo” e para isso simplesmente o destruindo… sem nenhuma possibilidade de diálogo e de reflexão das estratégias possíveis. Agora Neo, não se acha o dono da verdade e com o caminho inquestionável a percorrer, mas ele procura entender a relação entre os homens e as máquinas… e mais pensa constantemente em qual a melhor estratégia para resolver o embate, em vez de simplesmente destruir as máquinas, mas sim tentando resolver o problema (que no final nem precisou destruir as máquinas para tal).
A Filosofia de Boteco
A filosofia de Boteco na continuação da trilogia dá lugar ao questionamento do Neo sobre o papel da máquinas no mundo, sobre o que é certo fazer em vez de apenas sair por aí matando as máquinas como num Rambo do século XXI. É impressionante que antes o caminho inquestionável do primeiro filme “derrotar todas as máquinas porque elas são más” se transformou num auto-questionamento denso em que só se resolve no último minuto do terceiro filme.
O conteúdo de Novela das Oito da Globo
Os personagens “malzinhos”, seus inimigos do primeiro filme foram deixando de ter a aura de mal-absoluto X a bondade dos homens. E há uma evolução na história onde os homens deixam de ser tão bonzinhos assim e as máquinas passam a ter um papel mais colaborativo (tanto que muitas máquinas ajudam Neo em sua jornada).
A ideologia de Música de Pagode
Outra virada se deu também no relacionamento entre Neo e Trinity. O papel do amor fugiu do clichê e trouxe os desafios do papel da relação frente aos objetivos e escolhas de cada um. Neo se encontra no final do Matrix Reloaded num grande dilema quanto sua escolha como resolver o conflito com as máquinas e seu amor por Trinity.
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Eu sou fã de literatura sobre negócios… livros, palestras, sites, revistas e etc… Porém, tudo que eu lia era principalmente americano (para não dizer 100%). Porém, isso mudou desde que a Editora Globo lançou a Época Negócios, desde então me tornei um entusiasta dessa revista! Sempre indico a Época Negócios para todos que conheço, e eles estão aproveitando a dica (como nesse post do Daniel Heise). Finalmente temos por aqui uma revista de tal nível para nos desenvolver!
Nessa revista se encontra tanto matéria sobre o grupo GP Investimento e de como eles lucram em cima dos funcionários ambiciosos, como o psiquiatra Irvim Yalom falando sobre a importância da tristeza!
Nesse mês a matéria de capa é sobre um dos homens mais ricos do mundo, o empresário brasileiro Eike Batista. Porém, além disso tem uma matéria fantástica sobre empresas que não são nem ONG´s nem empresas como estamos acostumados que só pensam no lucro “Empresas do Setor 2,5 derrubam fronteiras entre lucro e ação social”. Outra matéria interessante é a da “Na Amex, o pagamento do CEO depende de metas de longo prazo”.
Muita gente ainda critica a Época Negócios, por dizer que ela ainda está longe das publicações dos EUA como a Fast Company! Certamente a revista não é perfeita, mas para nós do Brasil é uma enorme avanço. E em vez de criticar, temos mais é que apoiar e dar sugestões.
Como acho que o papel dos blogs é a de Colaborar, em vez do simples comentário ou critíca. Eu como blogueiro e leitor assíduo tenho duas sugestões…
1) A revista deveria ter mais “matérias quentes”.
Isso é, ter furos de reportagem, atuais e exclusivas. A revista hoje consiste em basicamente matérias que podem ser lidas quando quiser, normalmente lições de management. Apesar do tema ser interessante, há desvantagens nisso! As pessoas que só acompanham essa revista acham que estão perdendo novidades, e além disso não vêem que têm a necessidade de ler a revista para saber uma novidade na frente de todo mundo… uma fusão, um grande anúncio de uma empresa importante ou coisa parecida.
2) Gerar mais matérias “Made In Brazil” e com Pequenas empresas inovadoras
Apesar das matérias de capa geralmente envolver brasileiros. Dentro da revista são raros os casos nacionais, acho que poderia se aproveitar mais do nossa cultura e conhecimento local. Um exemplo de matéria muito rica seria fazer uma bateria de perguntas iguais para pessoas totalmente diferentes.
Um exemplo: Perguntar coisas sobre estratégia para um Diretor Financeiro de uma empresa, e para um Diretor de Marketing da mesma empresa… ou perguntar sobre gestão de pessoas para um executivo de uma metalúrgica e as mesmas para um executivo de uma agência de publicidade.
Além disso, sinto que há uma grande preocupação da revista em mostrar pessoas bilionárias como Abilio Diniz e Carlos Slim e grandes empresas. No entanto, acho que para todas as pessoas de negócios é fundamental conhecer Startups e as médias empresas que prometem muito no futuro. Me lembro até hoje quando li no ano de 2000, numa revista americana de negócios, sobre uma empresa de garagem que estava fazendo um site de buscas interessante na garagem de casa! O nome do site era um tal de “Google”… naquela época se eu tivesse comprado mil dólares em ações deles, hoje estaria milionário com certeza.
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Vivemos num mundo em que todos ficam atentos a números e pesquisas. Matéria boa na mídia é a baseada em números, investidor só entra em mercados com números crescentes, gestão boa é a gestão por métricas a la Balanced Scorecard. O que me lembra de uma história:
Um jovem perguntou para um amigo: “O que é lua?”. E o amigo apontou com o dedo para cima. Foi então que ele respondeu: “Agora entendi. Lua é a mesma coisa que dedo”.
Outra comparação seria como ir a um restaurante e comer o cardápio, o que não daria certo porque o cardápio indica a comida, mas não é a comida em si!
Esse negócio de calcular, matematizar tudo pode ser bacana e ter seus benefícios. O problema é quando de uma ferramenta, um recurso para a eficiência se tranforma numa visão de mundo e inevitavelmente uma miopia.
Nas empresas essa “visão relatório” do mundo é a prática comum. Poucos são como o Steve Jobs que não está nem aí para pesquisa de mercado, ou fica acompanhando as vendas e o retorno das propagandas. Mas inova como um alucinado, olha as pessoas no dia-dia e pensa: “as pessoas precisam de um Ipod e de um Iphone”… as vendas, o retorno do investimento, os indicadores, os relatórios é tudo uma conseqüência natural e administrativa. Coisa para o pessoal de operações cuidar! Aí não se trata de uma “visão relatório” mas de uma “operação por relatório” o que combina muito bem.
O resultado disso é a “troca de bolas”, pensa-se que é possível criar algo, ter visão a partir de relatórios! Porém, as grandes inovações e produtos matadores não ocuparam espaços em mercados quantificados por algum instituto como o Ibope. Mas sim porque criaram mercados novos, o Google é o Google hoje porque criou o mercado de links patrocinados dentro do faturamento de publicidade, e não porque ficou procurando espaços no mercado de banners ou anúncios na TV.
O aspecto pesquisa é o que mais podemos ver isso, como eu disse no post anterior. E atualmente saiu uma polêmica no blog Midia Social sobre o faturamento do mercado de publicidade online. A questão é que foi divulgado um faturamento recorde nesse setor mais de 500 milhões de reais. O questionamento da Ceila nesse post é que 80 % dessa grana vai para apenas 7 empresas como o Terra, Uol e IG. E o restante para onde vai?
Porém, mais interessante do que a “visão relatório” de como é gasto o dinheiro hoje. É pensar nas possibilidades dos mercados que podemos gerar. E mesmo porque nesse caso essa mídia tipo banner tende a acabar, dificilmente tem futuro.
Por que as pessoas usam a “visão relatório”?
A minha idéia aqui, foi ir além da questão matemática do relatório e pensar no porquê as pessoas usam esses relatórios, por isso o blog se chama People Based né!
O que leva a gente a se comportar assim é por dois motivos:
1) Esse é o caminho mais fácil. O jeito inovador / Steve jobs de fazer as coisas é complicado. Precisa de muita coragem para assumir uma intuição, uma aposta! Com a “visão relatório” pode dar errado que você terá todas as justificativas do mundo para comprovar isso. E aí nisso vem o segundo motivo…
2) O ambiente valoriza e reforça esse comportamento de “visão relatório”. Ao entrar no mundo das empresas, negócios e etc. É impossível não se deparar com isso 100% do tempo no mínimo. Você vai ser medido por metas, será exigido que seus projetos sejam fundamentados em análises de mercado e etc.
A esperança no fim do túnel
Uma solução para isso pode ser a de não sermos radicais contra essa “visão relatório” e procurar espaços nas empresas e nos negócios para pensarmos por nós mesmo e assumirmos riscos em cima do que acreditamos. Sempre aos poucos, nada radical.
Importante: Esse post é uma colaboração ao Post da Ceila sobre os números da mídia online.
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